domingo, 31 de maio de 2015

Dissonância Cognitiva Última Parte: A Grande Manipulação


Já compreendemos que a dissonância cognitiva (DC) é algo útil a nossa sobrevivência. Mas é também um perigo em potencial quando restringe nossa visão da realidade nos impedindo de enxergar o óbvio. 
E não engane-se o amigo leitor, pois há quem estude métodos de aperfeiçoamento do uso da DC. Não como em filmes de ficção, em processos bizarros ou hilários, mas organizações cientes da importância de manter os sistemas financeiros, religiosos e políticos em um funcionamento harmonioso e repetitivo. A detenção do poder econômico por parte de grandes grupos e governos depende quase que exclusivamente da ignorância e desconhecimento de seu povo, caso contrário este se rebelaria e procuraria a parte que lhe cabe, uma vez que é este mesmo povo que empresta sua força de trabalho para a geração das riquezas.
Então é papel de quem conhece os mecanismos de controle aperfeiçoá-los para manter a roda girando.
Criar uma ilusão onde a maneira pela qual vivemos é perfeita e única. Convencendo cada indivíduo, dentro de seu próprio campo de vivência, que ele é especial e tem um papel físico, espiritual e fundamental dentro do sistema onde nasceu e vive. Baseando-se na seguinte teoria:
"Você é especial, não há ninguém igual a você, sua existência tem um propósito, seja nesta vida ou em outra, há de existir tal propósito, você precisa ter coisas, precisa alcançá-las, precisa vestir-se de determinada maneira, precisa ir a lugares específicos, envolver-se com determinado tipo de pessoas e descartar outros tipos, coma isso, beba aquilo, more aqui ou ali, etc; em uma lista infindável que sempre tem algum item novo de 'suma necessidade', onde, invariavelmente, meu papel é unicamente fazer o sistema funcionar tendo, sendo e vivendo aquilo que ele disponibilizou para mim."
Como em "O Mágico de Oz", Dorothy não quer viver sua realidade, ela quer mais, ela quer outros lugares e outras coisas pois é infeliz com o que tem, conforme o " professor Marvel " bem lhe diz, como o sistema que nos seduz oferecendo exatamente aquilo que sonhamos.


Não é incomum nos frustrarmos ao descobrirmos que nem tudo é o que parece e, como Dorothy, percebermos que aquilo que queremos está, na maior parte das vezes, exatamente nas coisas ao nosso redor e que sairmos da "estrada de tijolos amarelos" para cortarmos caminho pode ser muito perigoso.
Um número assustador de quase 90% das pessoas não sabe descrever a si próprio, desconhece seu papel na sociedade e não pensa no futuro de nossa espécie, ou seja, de nossos filhos.


Você consegue me dizer quem é você caro leitor? Você vai pensar em quê?
Seu nome, sua idade, seu rosto, seu corpo, a cor dos seus olhos, de sua pele, o tipo de seu cabelo?
Mas, perceba no entanto, que não é esta a proposta da pergunta. Repetirei:
Quem é você amigo leitor?
Que papel você tem na sociedade?
O que é a vida para você?
Você percebe-se a si próprio? Ou ainda não teve tempo para contemplar sua própria existência?
Você, ao menos, sabe quem você é?
Ou você está simplesmente vivo, correndo, trabalhando, perdendo seu tempo e simplesmente nunca parou para olhar-se a si mesmo e entender que você é um sistema de coisas vivas, na mais profunda descrição biológica, que pode "estar vivo" ou "viver".
Como assim? 
Lembra dos 90% que não sabem descrever-se? Pois é, eles estão vivos. Mas não se percebem, não se vêem, não tem noção deles mesmos, estão fazendo o organismo planetário funcionar mas não enxergam-se nele. Talvez menos de 3% sabe viver, entende que há um papel, uma marca a ser deixada na historia da humanidade, porque os outros 7% sabem que 90% não sabem que existem e os manipulam.
Simples assim.


Uma manipulação tão bem articulada que a maior parte de nós não sabe que ela existe e, se chega a ficar sabendo, dá de ombros, não acredita ou, pior, não quer fazer nada pois prefere o estado em que se encontra, por ser mais cômodo, afinal é necessária muita energia para mudar o estado em que se encontra, para sair da estagnação e refazer a realidade.
É exatamente onde a DC entra, nos convencendo da loucura que seria este mundo, da maneira como é, se não fosse assim. Como a raposa, lembram-se?
"Hummpf...... não preciso destas uvas!"
Do mesmo modo nós, confrontados com o fato de que algumas coisas são pura fantasia, preferimos convencer-nos de que não há outra possibilidade que não a vigente para que tudo se encaixe, padronizadamente, em nossa percepção da realidade que nos cerca ou, caso contrário, entrariamos em um estado de confusão mental e físico, e levariamos meses para adequar-nos a essa nova temática, isso para aqueles que suportassem a mudança.


E mesmo agora, lendo este texto, há aqueles que o acharão um completo absurdo e um disparate sem tamanho. Sim...
É como Morpheu (o personagem de Laurence Fishburne em Matrix) explica:
"De fato há aqueles tão integrados e tão dependentes do sistema que lutarão para protegê-lo."
É assim que a DC trabalha, com o convencimento de que não há outra realidade, não pode haver outra realidade, não é possível, ou aceitável, que haja outra realidade. Não se esqueça também que existem grandes forças, que beneficiam-se de seu trabalho, que reforçam o trabalho da DC reafirmando seu objetivo:
"Está tudo bem, está tudo regular, siga sua vida."
É mesmo uma tarefa monumental tentar mostrar as pessoas que existe uma realidade por trás da realidade, que o que vivemos aqui não é factual, que isso que entendemos por vida é um truque, uma manipulação poderosa e miraculosa.
Por três motivos principais:
Há quem jamais acreditará em tal fato; 
Há quem está confortável demais em seu sonho e não quer acordar; e 
Há quem nem ao menos sabe que existe um sistema, nem tampouco consegue saber que ele, como indivíduo, existe no sistema.
Mediante isso, sou pessimista, continuaremos a viver manipulados, continuaremos na "Matrix", continuaremos entorpecidos e dormentes, com alguns aqui e ali percebendo que há algo errado mas, sem forças para uma mudança grandiosa e com a força manipulativa aliada a nosso controle de realidade natural, a DC, até que da humanidade reste apenas a lembrança em um futuro, não muito distante, como a dos dinossauros, que foram os reis de seu tempo mas, que desapareceram de uma hora para outra levando consigo sua honra, gloria e orgulho.

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